Julie & Julia

Antes de assistir o filme coma muito bem e mesmo assim, leve doces, pipocas ou o que quiser para assistir este filme, Julie & Julia.

Aquela sensação que algumas vezes todo mundo fica se perguntando: “O que eu fiz até agora?”. A partir dessa indagação, nos seus 30 anos Julie, decide focar num objetivo, um projeto concreto com data para terminar. Ela decide cozinhar 524 receitas francesas em 365 dias. De onde surgem as receitas? Do livro de Julia Child: Mastering the Art of French Cooking. Uma cozinheira que mudou o modo de cozinhar das mulheres americanas, a qual Julie a admirava.

Julia, viveu alguns anos na França no final da década de 40. Como toda mulher da época ficava muito em casa, quando percebeu que precisava fazer alguma coisa. Tentou um curso de chapéu, mas não gostou. Um dia conversando com o marido decidiu que faria um curso de culinária francesa, pois adorava comer. Detalhe que até o primeiro dia do curso nunca tinha cozinhado.

O filme conta as duas histórias em paralelo, enquanto vemos Julia descobrir e aprender a cozinha francesa. Acompanhamos as peripécias de Julie na cozinha, ao mesmo tempo que atualiza um blog. Sim! Um blog onde todos os dias posta o prato que cozinhou e como foi o processo.

Julia entra numa obsessão pela cozinha, não pára mais de cozinhar, de pesquisar e saborear os mais diversos sabores da culinária francesa, logo, decide fazer um livro sobre a gastronomia francesa porém em inglês e para mulheres americanas que não tem empregadas. Enquanto, Julie começa a ter seguidores do blog e críticos gastronômicos a querem conhecer.

No final? Obvio que ela cozinha as 524 receitas em um ano…mas será que ela conhece Julia que está preste a comemorar 90 anos?

Recomendo muito o filme! O roteiro é leve, mas a narrativa é ótima e a interpretação de Julia, feita pela fantástica Meryl Streep não tem o que comentar, apenas é DIVINA!

Besitos Soleil!

Momento I wanna be

Em certo momento no filme Julie comenta algo como: cozinhar é um prazer, relaxa. Sinto o mesmo…adoro cozinhar! Let’s go Chef!rs

PRETTY IN PINK

O filme chegou traduzido ao Brasil como A Garota de Rosa Choque. Junto com filmes como: Curtindo a vida adoidado, Clube dos 5, Goonies, Manequim entre outros, A Garota de Rosa Choque faz parte dos clássicos dos anos 80. Provavelmente quem tem menos de 25 anos não lembra, porque nem na sessão da tarde passa mais. Até porque ganharam o status de filme cult.

Uma história básica na qual uma menina bonita pobre estuda num colégio onde há riquinhos. Obvio que as meninas “riquinhas” zoam a “gata borralheira”. Esta menina Andie tem um melhor amigo, também integrante do grupo dos Losers. Duckie é o melhor amigo eternamente apaixonado por Andie – Duckie é feito pelo ator Jon Cryer, hoje o Alan de Two and a Half Man; e Andie é a atriz Molly Ringwald.

Andie gosta de Blane, um dos meninos do grupo dos “riquinhos”. Porém ele é diferente, não liga para o status, apenas quer estar com a pessoa que ele gosta. Mas claro, para o conflito se estabelecer, ele é influenciado pelos amigos.

Rosa Choque, Pink? Onde entra a cor? Andie é uma menina rosa! O quarto é rosa, as roupas que usa sempre tem rosa e o carro dela é rosa. E claro, como todo filme americano teen, tem o baile de formatura e adivinhem? O vestido é rosa!

Mas se vocês pensam que Andie é o estilo de menina rosinha, aquela menina meio “Sandy”. Erraram. Ela tem personalidade. É daquelas com estilo, que não se deixa levar o envolver facilmente, tem um pai desempregado, trabalha numa loja de disco; que a dona da loja é uma espécie de amiga/mãe só que com estilo de Cindy Lauper.

Trilha sonora fantástica, com New Order! E destaque pra coreografia de Duckie (Jon Cryer).

O final? Por favor é filme blockbusters anos 80, nem é difícil de adivinhar.

Besitos Soleil

 

Momento Jane Austen

Acho qeu durante minha infância e adolescência assisti muito desses filme, porque mesmo sendo 80’s adoro o estilo das meninas protagonistas! E fico toda babo quando vejo esses romances blockbusters teen 80’s. Quem não queria ser Andie…

Pra não falar…

O que está acontecendo? Não vou falar que é falta de pauta jornalística, nem sensacionalismo popular. Porquê? Porque até agora não consigo entender o que diabos está acontecendo. De onde surgiu a “menina de rosa choque”, porque tanto homem no cio, moralismo, falta de pano…ok! fato não entendo.

O que vejo é uma “insitutição de educação” (em tese), mais preocupada com qualquer coisa do que no fato de ser uma instituição de educação.

Que tipo de estudante são os que estão cursando, seja qual for o curso, a faculdade UNIBAN? Seja tantos a “menina de rosa choque” como os demais estudantes. O menos que esses estudantes buscam é conhecimento, de boa, não sei que eles buscam. Uma “facul” pra fazer balada com a galera? Não vou generalizar, pois algumas pessoas só conseguem ter acesso ao ensino superior nessas empresas de ensino, infelizmente.

Sim, são empresas. Não são Universidades, instituições de ensino.  A preocupação está no lucro, nem na visibilidade com a educação oferecida. Mas sim uma preocupação de uma abordagem de marketing para atrair novos clientes.

Fato é expulsar a aluna devido a vestimenta é algo absurdo. Se for por atentando ao pudor, ok! Expulsem tanto a menina como todos os homens que lá estavam no estado mais primitivo. Outro fato é que o posicionamento da empresa, que nunca foi dos melhores, agora ficou pior. Terão que fazer um sério trabalho marketeiro para atrair novos clientes.

Momento Understand

1. ainda fico na dúvida se não é um viral ou a menina de rosa choque queria projeção na mídia.

2. milhares de mulheres no Brasil se vestem igual ou com menos pano que ela, é só andar pelas ruas…e todas possuem o mesmo biótipo. Porque tanto alarde?

Coisas coisinhas…

Balzaquiana…rs

Sexta passada completei o ciclo de 30 anos! Sim agora sou uma mulher balzaquiana! Parabéns pra mim!

Mudar de decana sempre é um acontecimento legal! Sei lá que está acontecendo, mas sei que no dia do níver estava saltitante, bem desde antes já andava toda sorrisinho. Continuo nos sorrisinho, parece que muitas coisas estão encaixando-se, resolvendo-se…e eu to muito mais EU!rs

Quero agradecer a todos os amigos – e sim se eu era seletiva os 30, me fizeram mais seletiva – que foram comemorar o níver desta chileninha em Campinas! Obvio, foi gastronomia chilena do começo ao fim! O que quer dizer:

PIQUEI 20 CEBOLAS e RALEI 50 MILHOS!

Mas valeu cada milho, cebola e lagrima – picar cebola é como ver filme da Jane Austen, choro MUITO! – porque todos da lista VIP de Sole estavam felizes e comigo! Rindo, conversando, cantando e tocando violão, tantos os amigos especiais como minha família amada!

Porém, acho que esta semana foi dieta pra todo mundo!

 

Brincado de War…

Esta semana abro o jornal e leio “Brasil e outros países pressionam China em disputa pela África”.

Ok, vamos combina ruma coisa, ninguém nunca esteve interessada na África por razões humanitária – quando falo ninguém, digo a cúpula política de planetinha azul e redondo. O interesse, sempre, foi de exploração. Certeza que agora não mudou o foco, porém a metodologia e técnica de abordagem.

Depois leio sobre Honduras que fica na lenga-lenga semelhante  a briga de escola infantil.

E então temos a reunião de condomínio em Copenhagen. Alguém acredita que algo vai se resolver? Ok! Todos temos consciência de como a parte ambiental está no planeta, as trilhões de coisas pra resolver…logo vejo ativistas reclamando dos presidentes dos paises em desenvolvimento. Entnåo eles lembram de reclamar com os desenvolvidos. Obvio, todos dizem que escutaram e farão algo.

Senta que lá vem a história.

 

Wear not to Wear

A menina de rosa choque, desta vez não passou na sessão da tarde, mas sim no curso noturno de Turismo da UNIBAN.

Algo que nunca entendi no Brasil: como tão hipocritamente puritanos no dia a dia, enquanto que no carnaval a coisa é “libertina”? Como todos acham lindo mulheres “boazudas” com roupas micros, porém de repente fazem escândalos monumentais por causa de um vestido Rosa.

Ok! Ela exagerou, dentro do meu conceito, com a roupa para assistir uma aula. Mas vai, todo mundo já viu mulheres iguais ou menos vestidas no metro, no ônibus, nas ruas,… Não é novidade.

Porém ainda acho que pode ser um viral ou marketing, porque só se todos tivessem muito necessitados pra ter a reação medieval que tiveram.

 

Besitos, Soleil!

 

Momento I wanna Be

A frase: Sou uma mulher com corpo adolescente e coração de criança; é total aplicada a este ser que vos escreve! Estou com trinta com cara e corpo de adolescente. Aparecia de mulher é pelo estilo, que num é assim tão mulherão de hoje, até porque um dos símbolos de mulheres que sigo em estética feminina é a Audrey Herpburn! E sempre adorei o jeitinho da Winona Ryder!

500 days of Summer

Domingo começo da tarde, três amigas – eu era uma delas – decidem ir assistir um filme leve, descompromissado, comédia romântica, aquele tipo de filme que você vai sair do cinema leve, rindo e sem pensar em coisas existencialistas.

Erro! 500 days of Summer já avisa no trailler: Este filme não é uma comédia romântica. “Sacada” publicitária, todos pensam isso.

Nos primeiros 20 minutos do filme você sente que realmente é uma comédia romântica, como em outros momentos do filme. Mas vamos lá, o que caracteriza uma comédia romântica? Um casal que vive se encontrando e desencontrando de modo bem divertido, com situações engraçadas e que no final tudo vira flores e corações.

Neste filme, Tom e o cara que cresceu vendo filmes e escutando músicas que fazem alusão ao amor, amor daqueles de pensar em achar a pessoa certa e acreditar que isso fará da tua vida feliz. Enquanto Summer é uma mulher linda, que desacredita no amar, afinal pra quê? Para sofre e ficar triste, melhor viver a vida bem e não passar por isso.

Eles se conhecem e começam a se envolver, ter um relacionamento, praticamente um casal. Entretanto para Summer não era bem isso. Passam momentos ótimos juntos, os culpados de Tom acreditar que achou a pessoa certa, o amor que fará da vida dele feliz! Erro! Não achou…Ele criou a ilusão sozinho. E ai vem todo o processo masoquista de entender, descobrir, deixar de viver, tudo porque acreditou ter encontrado a pessoa. Porém Summer, seguiu a vida dela.

Porque, afinal, que acontece quando relacionamento termina? A vida. A vida o fez terminar, assim como a vida te fará andar de novo.

A narrativa do filme é ótima, não linear. A direção de arte fantástica, com as “vinhetas” em animação tradicional, sem contar a leve interferência de animação a la Marry Poppins que tem no filme. A trilha sonora é absurda! Perfeita para a história, afinal tem Smiths e Pixies, entre outra perolas.

O filme mostra o que acontece na real. Como muitas pessoas ficam na obsessão de uma relação e colocam como condição de vida feliz: ter um namorado/namorada. E esquecem da vida e de muitas cosias que a tornam feliz. E o fato principal: você tem que estar feliz com você, antes de qualquer coisa ou pessoa. O filme não tem nenhuma lição de moral, nada disso. Mas mostra a vida continuando.

Ainda tem sessão na Mostra de SP: http://www.mostra.org/exib_filme.php?filme=7

Mas em novembro entra em carta!

Besitos Soleil!

 

Momento Jane Austen

Como foi dito no filme escutar musica “baladas românticas”, Smiths…ler Jane Austen, assistir romances, deveria ser proibido! Apenas alimentam a necessidade de um amor…rs …mas Eu adoro todos, f*. Continuarei sendo romântica e sonhadora e FELIZ!

Momento real

Toda mulher queria ser Summer, rs …acho que mesmo romântica final do século que sou, depois deste ano aprendi ser Summer mas equilíbrio na minha essência romântica.

Amor en Transito

A vida de 4 pessoas pode se encontrar e desencontrar, sequencialmente? Ter tudo planificado na tua vida dá certo?

Mercedes é uma jovem que tem certeza que vai pra Barcelona, decidida a encontrar sua família e seu noivo. Mas na fila do passaporte conhece Ariel, um cara metido a escritor que está bem em Buenos Aires, porém todos seus amigos querem sair de Buenos. Ariel e Mercedes começam a curtir muito a companhia um do outro.

Nesse mesmo momento, Juan vai a busca de sua “namorada” em Buenos. Cidade natal de Juan que a muito tempo ele não voltava pra lá, apenas volta pra buscar a “mulher” de sua vida que decidiu sumir do nada. No aeroporto vê um mulher e corre, mas confundiu sua namorada com Micaela, outra mulher em busca de um antigo amor.

Micaela é garçonete de um café, que por um acaso Juan entra no café. Conclusão Juan e Micaela começam um caso,  assim como Mercedes e Ariel.

O resultado disso? Sequências de encontros e desencontros, de coincidências da vida…um jogo de ir, decidir e viver. Mercedes uma jovem mulher decidida, Juan um namorado em busca de sua “mulher”, Ariel nunca sabe onde está parado e Micaela que é média.

Primeiro filme do diretor Lucas Blanco. Dirigiu e escreveu este filme de roteiro simples, mas maravilhoso, narrado com imagens perfeitas, que mostra todos os conflitos destas quatro pessoas.

Lo que esta pasando es siempre lo que esta por venir.

Ainda dá pra assistir: http://www.mostra.org/exib_filme.php?filme=167

besitos soleil!

Momento Van Filosofia

É divertido, como SEMPRE, SEMPRE planejamos a vida, damos certeza de algo e…num instante tudo muda! Adoro essas histórias de encontro e desencontros!

Tokyo!

Grandes metrópoles sempre tem histórias curiosas, normais, diferentes…grandes cidades sempre tem histórias para contar. Dentro dessa idéia o filme Tokyo se desenvolve. São 3 histórias contadas por 3 diretores: Interior Design, de Michel Gondry; Merde, de Leos Carax e Shaking Tokyo, de Bon Joonh Ho.

Um casal que chega em Tokyo e tem que ser vivar pra viver, só que a ambição do menino é ser um grande diretor de cinema, enquanto ela, bem…perde o controle da vida, sentindo-se inútil e sem saber o que fazer. Essa é a história que conta Interior Design. Uma história simples que todos os dias acontece seja em Tokyo, São Paulo, Nova York, Buenos Aires… Mas o modo como a história é cotada surpreende. Principalmente o final.

Já em Merde, vem o velho medo do desconhecido. Um ser(-humano), que vive no sistema de esgoto da cidade de Tokyo, sai esporadicamente e assusta os moradores da cidade com seu jeito estranho de ser e seu modo agressivo (violento) de agir. Todos os cidadãos entram em pânico com o “monstro” que assombra a cidade e agride a todos. Dentro de todo o caos surge alguém que se comunica com ele. Bem daí a história toma outro rumo.

Seremos todos seres isolados do mundo? Em Shaking Tokyo, um homem decide se isolar do mundo, simplesmente não ter mais contato físico ou visual com o externo. Passa sua vida dentro de casa, a qual parece um museu de arte contemporânea, para comer pede sempre por telefone a entrega de comida e quando vai pegar-la não faz contato nenhum. Até que um dia, numa distração faz um contato visual e no mesmo instante acontece um tremor de terra. Então começa a descobrir a vida.

Os três curtas não possuem nenhuma relação, além do fato de se passar em Tokyo. Porém o trabalhos com as angústias, ansiedades, medos e os vazios das grandes cidades é algo que está presente nos 3 filmes. Cada um trabalhando numa estética, mass todos, absolutamente todos te envolvem, você não cansa um segundo de ver nenhum dos três curtas.

Talvez Tokyo seja um dos “pop” desta mostra, junto a Almodóvar.

Ainda tem sessão pra assitir! http://www.mostra.org/exib_filme.php?filme=52

Besitos, Soleil!

Momento Van Filosofia

Não sei se era a idéia dos diretores, mas fiquei pensando como nas grandes cidades somos tão vazios nas grandes cidades e muitas vezes nem percebemos as pessoas do nosso lado.

A solidão é o mau do século

“A solidão é o mau do século”, quem disse essa frase foi o Renato Russo da Legião Urbana e eu a li em um texto do Jabour. Ok! Duas coisas que não suporto Legião (que já gostei, mas depois de tanto fã chato enchendo desenvolvi repúdio) e Jabour, pra mim: um colunista que não suporto. Porém concordei com um texto dele. Droga…

Provavelmente muitos quando leram a frase que abre este post falaram: “Eu não sou sozinho”. Porém a sociedade de hoje tem muitos conceitos deturpados, entre eles o de estar acompanhado.

Hoje tudo é tão rápido e superficial que isso chega às relações humanas. Não estou falando de internet e galera que tem 500 amigos no orkut, ou pessoas que se falam só por mundo virtual. Estou falando das relações humanas de verdade.

A maioria das pessoas não sabe mais o que é relacionar-se, seja com amigos ou par para vida. Sentir emoção – sentimentos – é algo vazio, passageiro e antiquado. Hoje vivemos uma sociedade que preza pelo prazer e o confunde com sentimentos. Ok! Sentir prazer é um sentimento, porém momentâneo e superficial. O que mais vemos são pessoas tentando “conhecer” alguém na “balada” e logo saírem ao encontro do prazer e satisfação. O que interessa é viver intensamente. E não mais a vida. Algo simples como jantar com alguém e apenas dormir abraçado ficou démodé. Porque o que interessa é apenas o Eu-Lírico de cada um, a realização e o prazer individual. O compartilhar de verdade, não acontece.

Enquanto a sociedade ficar com o pensamento do prazer individual e “curtir” o momentâneo, deixando de lado o real sentimento, esquecendo uma condição humana forte, que é a emoção, a tendência será uma sociedade vazia, só! Milhares de indivíduos com a falsa sensação de prazer e de companhia, porém serão milhares de seres-humanos sozinhos entre outros milhares de seres-humanos.

Momento Van Filosofia

Psicólogos serão a solução no futuro, ou já são!rs … o problema, mas uma vez – porque já escrevi o mesmo num outro post sobre “velhice” – é que os indivíduos percebam esse vazio. Porque para a maioria eles estão “super acompanhados”.

Tchau Peter Pan

Cansei de síndrome de Peter Pan, de propagandas dizendo que você TEM que ser sempre jovem, que a vida só acontece na juventude. O resultado de tudo isso: muitas pessoas numa nóia descontrolável, todas em pânico de envelhecer.

De onde foi que tiraram a idéia que ficar “velho” é para de viver? Tenho exemplos fortíssimos que não é assim. Cada idade tem sua experiência a ser vivida. Num é porque você tem 30, 40 ou 50, que você não pode viver, obvio, também não dá pra parecer um ser com problemas: ter 30 e querer se comportar como alguém de 18. Ai, corre pra terapia, porque a síndrome de Peter Pan se instauro em você.

Ok! Entendo que somos bombardeados diariamente com a informação: ser jovem é vida, seja jovem, bonito e feliz. Sem querer jogar a culpa na mídia, mas ela nos encurralada com essa mensagem. Porém, todo mundo tem senso critico e sabe ver, entender e administrar as informações a serem absorvidas. Será?

Milhares de mulheres viciam em cirurgia plástica em busca da beleza e juventude eterna, os homens se encurralam em comportamentos “tio sukita” em busca da juventude eterna. Afinal, a vida é pra ser vivida, uma festa, vive o momento…e sbrobous…Todos esses comportamentos vem da necessidade de ser jovem, na verdade, do medo de ser “velho”. Observar esses comportamentos chega a ser patético, por uns minutos, porque depois é preocupante! O que se vê é um cenário de pessoas querendo ter eternos 18 anos, com isso deixando de viver coisas que aparecem em cada etapa da vida perdem pessoas, perdem tempo em busca da juventude eterna.

Antropologicamente e psicologicamente falando é uma fonte de pesquisa muito densa. Tal busca insana da “juventude eterna” é uma síndrome comportamental da sociedade, que já traz muitas conseqüências para os indivíduos, como depressão, constante frustração, angustias. E o pior é que a pessoa que está imersa nessa busca, não percebe nada disso.

Besitos, Soleil!

Momento Van Filosofia

Este mês mudo de decanato, farei 30! Confesso que até um tempo tava meio com medo, o pensamento: “Fudeu! Tô velha, acabou tudo”. No caminho, percebi que não! Novas vivências, experiências! Nóias resolvidas! É bom! Parece que a Mulher que desde o ano passado já queria sair, tá saindo! E as “peter panzisses” ficando na lembrança! Até já recebi elogios de amigos, que estou melhor, mais mulher! Fiquei vermelha e feliz!rs

Cordel do Amor Sem Fim, Trupe Sinhá Zózima

cordel_sinhaO espaço cênico está só em espaços físicos estáticos? Se no mundo contemporâneo precisamos sempre nos locomover de um ponto a outro, seria o espaço cênico capaz de acompanhar essa dinâmica?

Resposta: Sim!

A Trupe Sinhá Zózima, apostou num espaço cênico “alternativo”, que está presente constantemente em nossas vidas e que nos leva de um lugar a outro: o ônibus. Através de pesquisa sobre o espaço cênico chegaram ao ônibus, onde fazem duas montagem Valsa nº6 e Cordel do Amor Sem Fim.

Uma história de amor e ilusão, dentro de uma realidade as margens do rio São Francisco. Três irmãs que moram em uma pequena cidade ao redor do rio, contam uma história de amor ou amores. A irmã menor está pronta para se casar, porém numa simples saída para comprar algo para janta, conhece o seu grande amor. Um forasteiro que promete voltar para casar-se com ela. Esse é o ponto de partida do enredo. A menina desiste do casamento e passa a esperar o “grande amor”, todos os dias vai ao cais esperar, esperar e esperar. As outras duas irmãs entram em conflito questionando a loucura de sua irmã ou se é fé em esperar. Enquanto o ex-noivo, entra numa loucura obsessiva com a menina.

Toda a história é narrada com fundo de moda de viola, ao vivo, que traz más o clima do interior deste pais.

Os atores utilizam esse espaço do ônibus perfeitamente, transitando por ele da mesma maneira que se estivessem em um palco de arena ou italiano. Alem de utilizarem perfeitamente as possibilidades que o transporte oferecem, uma delas: interagir com as pessoas que estão nas ruas por onde passam.

O final da peça? Não é feliz é realista. Obvio, que não contarei, fiquem atentos as apresentações da Trupe Sinhá Zózima, vale muito assistir!

Besitos, Soleil!

Momento Musical

No que assistia a peça, imaginando a menina esperando seu amado no cais, lembrei da musica do grupo mexicano Maná: Muelle de San Blas; que trata exatamente de uma história parecida ou idêntica a essa.


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