Ganhar um prêmio de votação popular durante 10 anos seguidos é possível? Claro, se a pessoa que foi premiado for Johnny Depp. Este final de semana Johnny Depp ganhou o décimo premio do People Choice Awards, conseqüentemente sendo eleito o ator da década.
Quem acompanhou a carreira de Depp pode ver como ele é um camaleão no quesito interpretar personagens, que vão desde um jovem policial num seriado passando por um ser com mãos de tesouras, que depois se transforma em um policial infiltrado na máfia, podendo até ser o dono de uma fábrica de chocolate ou simplesmente convidar uma jovem para um chá em um mundo fantástico. A capacidade de Depp criar e dar vida a cada personagem, além de ser um presente para ele como ator, ele presenteia o público com interpretações fantásticas que jamais te fazem lembrar que ele é o fulano ou ciclano em outro filme.
A capacidade surreal de interpretação de Depp fez com que o diretor Tim Burton criasse uma relação forte com o ator, que praticamente está em quase todos os filmes do diretor. Essa dupla já é um clássico da indústria cinematográfica.
Depp é um ator de verdade, um ator que faz a arte pela arte sem a preocupação da busca pela fama e a clássica vaidade de querer aparecer. Apenas faz seu trabalho de maneira espetacular. Mais do que merecido ganhar o prêmio 10 vezes seguidos e ser o ator da década por votação popular.
Desde seu primeiro mandato, Lula, já era conhecido como “Lulinha Pop Star”, carisma que conquistou em anos na vida política nacional. No dia que assumiu seu primeiro mandato houve uma festa popular na Esplanada em Brasília, festa a qual foi noticiada mundialmente.
Durante os quase 8 anos de governo, Lula conseguiu projeção política não apenas no Brasil e na América Latina; sua popularidade atingiu a Europa, América do Norte e Ásia. A causa dessa popularidade política foram as intervenções em diversos conflitos em alguns países como na Venezuela, Honduras e Haiti, além da atenção política dada a África. O andamento econômico do Brasil, também tem sua parcela de pontos na atenção que Luís Inácio recebeu da mídia, afinal conseguiu em seu governo fazer com que existisse uma nova classe “C” que hoje consegue ter uma vida econômica bem superior aos padrões que levava; e deixou o país com saldo positivo em relação à crise mundial iniciada em 2008.
Com todos esses fatos, o Fórum Mundial Econômico que acontece em Davos, decidiu premiar Luís Inácio Lula da Silva com o prêmio de Estadista Global, o qual será o primeiro a receber esta nova premiação.
Obviamente, na política nacional muitos serão contra tal prêmio como muitos serão a favor. A discórdia é e sempre será um fato no ambiente político. Pode ser que para muitos essa premiação seja um exagero, embora seja um fato que a cada discurso feito por Lula seja no Fórum Mundial Social em Porto Alegre ou em Davos, ele será ovacionado.
Quantas vezes na infância você não ficou bravo (a) com a sua mãe? Quantas intermináveis horas você não ficou num mundo criado pela sua imaginação? Quantas brigas não tiveram com irmãos? A partir dessas coisas que acontecem tanto na nossa infância que Maurice Sendak escreveu o livro infantil “Onde vivem os monstros” e o cineasta Spike Jonze o adaptou para o cinema.
Max é um garoto inquieto e muito criativo, com uma irmã adolescente e uma mãe que está fazendo sua vida após um divórcio. Dentro de todo esse mundo, Max tem que se virar para ter atenção da mãe e da irmã, o que geralmente o leva a um mau comportamento e castigo. Um dia em uma das broncas que a mãe de Max lhe deu, ele sentiu uma forte rejeição e decidiu fugir.
Nessa fuga que tudo começa.
Max chega depois de dias de viagem em alto-mar a uma Ilha onde um grupo de monstros vive. Cada monstro tem uma característica, sentimento/comportamento humano, algo que Max já sentiu várias vezes e todos eles têm que conviver com todos esses sentimentos e conflitos, porém de uma maneira muito fantástica dentro da mente de uma criança, passando por aventuras e medos. E com todos esses descobrimentos Max encontra onde é seu lugar.
Com uma narrativa um pouco lenta para as crianças, mas com um trabalho perfeito na criação da fantasia infantil, Onde vivem os monstros surge como a História sem Fim desta geração.
Momento I Wanna be
Sai do filme com uma vontade enorme de fazer várias ilustrações!
Já ouviu falar em Saul Williams? Pode ser que nunca ouviu falar, mas se curte as propagandas da NIKE já escutou a música deste artista.
Saul Williams é um artista completo: poeta, músico e ator; junta todas as habilidades para criar sua arte. Com um estilo musical que podemos definir como um mix de Industrial e RaP, embora ele não precise de rótulos pela sua diversidade fantástica, pode-se dizer que Saul Williams é um verdadeiro poeta que harmoniza suas músicas com melodias totalmente contemporâneas. talvez o melhor rótulo que possa englobar este artista é “artista urbano”.
A música para Saul Williams é uma das expressões artísticas que ele pode explorar diferentes possibilidades que as outras formas de arte não permite, ele vê na música a possibilidade da construção de uma nova sonoridade em um novo mundo que nasce dos nossos sonhos, esperanças e visões de paz e harmonia, sem a necessidade de dizer algo concretamente.
A faixa List of Demands é a que a Nike utilizou para a propaganda, recomendo a Black Stacey e o cover de Sunday, Bloody Sunday, que ficou muito boa!
Momento Groupie
Saul Williams é um verdadeiro RaP, porque realmente existe ritmo e poesia na arte dele.
Um dos filmes mais sensíveis de 2009, apesar de apenas agora em 2010 eu assistir-lo. Uma narrativa que uniu a nova linguagem do cinema alemão com a poesia das temáticas orientais, resultando num filme com diversas simbologias e que faz o espectador refletir sobre um cotidiano, vida, as vezes imperceptível.
Rudí e Trudí são um casal da terceira idade que vivem no interior da Alemanha na região da Bavária. Rudí é uma pessoa que não gosta de mudanças; gosta da vidinha de ir para o trabalho, ao 12hAM comer o lanche que sua mulher faz e uma maçã e diz a frase: “Uma maçã ao dia traz saúde e alegria.”. Já Trudí é uma mulher que tem um amor incondicional ao seu marido, abriu mão de sonhos para acompanhar na vida o homem que ama, e ser feliz junto a ele. Quais são os sonhos de Trudí: conhecer o Japão.
Trudí é avisada pelos médicos que seu marido está muito doente, em fase terminal; eles recomendam a ela que os dois aproveitem o tempo junto, viagem, aventurem-se na vida. Ela não conta ao marido sobre a doença e decide incentiva-lo a viajar, como Rudí é bem “rabugento”, ela consegue convencer-lo a ir a Berlim ver os filhos e netos. Assim que chegam a Berlim, deparam-se com filhos que vivem num mundo pequeno burguês no qual não há tempo para passar momentos com seus pais, netos que apenas tem foco para vídeo games e desconhecem total a figura de avós. Apenas a namorada da filha interage com o casal. Trudí e Rudí se decepcionam diante deste quadro e ela o convence a ir à praia, região do Báltico. Os dois se hospedam num hotel e ficam juntos – Uma das cenas mais lindas do filme acontece nessa parte quando o casal divide a mesma blusa de lã enquanto observam o mar. Porém Trudí morre no quarto do hotel, para desespero de desorientação de Rudí que se vê com 3 filhos egoístas que apenas reclamam do fardo que será o Pai.
A namorada da família acompanha Rudí um dia no interior da Bavária, nessa conversa ela mostra a ele como Trudí o amava, como ela abdicou de seus desejos pelo amor que tinha por ele. Nesse instante ele decide realizar o sonho de sua esposa e “levar-la” a conhecer o Japão, lugar onde seu filho menor vive.
Mais uma vez Rudí é rejeitado pelo egoísmo de seu filho. Rudí decide mostrar Tóquio para Trudí. Como? Na simbologia mais sensível, ele veste o casaquinho de lã e o colar dela e por cima colaca seu casacão, logo sai andando por Tóquio e abrindo o casaco para que Trudí veja a cidade. Nesses passeios conhece Yu, uma japonesa que dança com as sombras. Dentro dessa amizade ela o ajuda a encontrar Trudí, numa linguagem que se utiliza de diversos simbolismo orientais.
O filme tem uns “probleminhas” na edição, porém ficam imperceptível diante de uma temática tão sensível, tão real dentro da sociedade contemporânea de hoje, na qual as pessoas vivem apenas para elas, num egoísmo que cega cada vez mais.
Momento EMO
Levem lençol! Exato LENÇOL,porque lencinho é pouco para a sensibilidade deste filme!
Todo ano sou a responsável pela sobremesa de Natal. Este ano mamis tinha sugerido uma torta de limão com chocolate, porém no dia 24 de manhã eu e meu mega estomago não acordamos bem, assim como o da minha irmã. De torta de chocolate e limão, passamos a um pudim de laranja, que depois mudou para Charlotte de pêssego e acabou sendo uma sobremesa de morango, inventada com os ingrediente que tinha em casa.rs
Ingredientes:
1 pacote de bolacha Champagne
12g de gelatina sem sabor e incolor (é 1 pacotinho)
2 caixinhas de morango
1L creme de leite fresco
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
Preparação
• no liquidificador bata o leite condensado, creme de leite (lata) e os morangos (reserve ¼ para decorar), até que fique uma mistura homogênea. Depois misture com a gelatina sem sabor – (o preparado da gelatina: num copinho coloque a gelatina e hidrate com 5 colheres de sopa, depois leve por cerca de 10 segundos no microondas)
• bata o creme de leite fresco até o ponto de chantilly. Metade misture com o creme de morango, a outra metade reserve.
• forre com plástico filme uma forma funda e redonda. Depois forre a forma com as bolachas Champagne como se estivesse fazendo uma forma de bolachas (passe as bolachas por água com açúcar ou guaraná, antes de colocar na forma). Depois de forrar toda a forma de bolachas, despeje o creme de morango e leve à geladeira por cerca de 3h.
• assim que o creme estiver endurecido, vire a forma sobre um prato, dando para ver só as bolachas, utilize o resto do chantilly e dos morangos para decorar.
Momento Chef
A sobremesa que fiz ficou parecendo sobremesa de natal com inverno! Mas era geladinha e fresquinha para o natal tropical! Prometo atualizar o post com a foto.
E começa 2010! Como a maioria dos blogs, um post diarinho para este começo de ano, que está mais próximo a 2012, já que dizem que será o fim do mundo. Ou melhor, esta primeira semana está mais para dilúvio e arca de Noé!
O ano promete muitas coisas no meio cultural e entretenimento: no cinema filmes como Onde Vivem os Monstros, Alice no País das Maravilhas, entre muitas outras estréias; temos shows fantásticos como Franz Ferdinand, quem nunca foi: TEM QUE IR! Sem contar os rumores do Sir Paul McCartney; e o CCBB hoje anunciou que em sua programação de exposições estão Escher e Tim Burton. Ok, fiquei saltitante!
Aqui em terras brasileiras será ano eleitoral! Medo, sim, muito medo de ver o debate entre o Serra e a Dilma.
Não podemos esquecer-nos da Copa do Mundo. Bolas e frenetismo.
Quanto a mim. Nunca fiz promessas de fim de ano ou ano novo. Porém, uma coisa que decidi é deixar o cabelo crescer um pouco. Notem: um pouco. Quase 5 anos com cabelo curto, já deu! Continuarei lendo, desenhando, estudando, descobrindo músicas, comprando roupa e sapato! Sou mulher, nenhuma mulher resiste a sapato!
Momento I wanna be
2010 eu quero ser uma mulher de 30!rs…ops, isso começou em 2009, mas em 2010 a coisa fica concreta, apesar de que a cara de pive é f*.
Que todo designer tem “taras” diferentes é fato, coisas do tipo: comprar um livro pela capa, ter um verdadeiro amor por tudo que seja da Apple, reparar sempre na marca (logo), além de guardar uma quantidade enorme de embalagens…
Esta semana o apego emocional dos designers chegou a ser “notícia” na Folha de SP. Sim. Uma curadora reparou nas mudanças das embalagens da Piraque e levou um susto, já que o design destas embalagens foi feito pela artista plástica Lygia Pape nos anos 60. Outra mudança foi a Sardinha Coqueiro, design feito por Alexandre Wollner. Daniela Name ficou abismada com a suposta “falta de respeito” e memória do design nacional, assim como Wollner diz que é uma esculhambação o que foi feito em relação a coqueiro.
Isso não seria um apego emocional?
O design é uma “ciência humana aplicada”. Ou seja, qualquer projeto de design, seja ele gráfico, visual, moda ou produto tem ligação direta com a sociedade, logo, ao mesmo tempo em que a sociedade se transforma o design tem a obrigação de andar junto. Concordo que as duas embalagens comentadas são parte da história do design nacional e latino americano, porém a sociedade dos anos 60 era uma, a qual tinha outra necessidade de linguagem visual; e a sociedade de hoje é outra, com outras expressões de linguagem.
O fato do redesign dessas embalagens, não significa que não temos uma memória do nosso design, apenas acompanhamos as transformações de linguagens.
Exemplos de transformações de grandes ícones do design não faltam, o mais recente é o da Pepsi. Outros casos conhecidos são o da Shell e da Lucky strike. E não por isso não existe memória de como eram, do ícone inicial, apenas enriquecem a história do design, mostrando o processo de transformações durante os diversos períodos sociais.
Apego emocional de design é válido, assim criamos a memória do design, porém, não é necessário fugir das transformações, de deixar de redesenhar para acompanhar as linguagens. Aí não vale o apego.
Momento I Wanna be
designer! Ok! já sou…agora quero ser comunicadora tanto com imagem como com palavras, adoro acompanhar as transformações na sociedade!
Uma linda mulher que é atriz e ao mesmo tempo garota de programa, um diretor de cinema que ficou cego e virou roteiristas, um milionário obsessivo que tem um filho gay que tenta ser cineasta, uma agente mãe solteira que tem um filho metido a DJ que não entende nada, mas sempre ajuda o diretor cego. Não, não é uma drama de novela mexicana, mas sim o mais novo filme de Pedro Almodóvar: “Los Abrazos Rotos” (em português Abraços Partidos).
A narrativa do filme é um vai e volta, pois acontece em dois períodos em 1994 e nos dias de hoje. O roteiro conta a história de um amor que terminou em tragédia.
Um diretor procura a protagonista para seu novo filme: “Chicas y Maletas”. Esse é o ponto de partida pra saga toda: quando Harry Cane encontra sua musa, Lena, para protagonizar o seu filme. No primeiro contato que eles tem, dá a sensação de amor a primeira vista. Bom a agente dele fica com ciúmes, claro! Gente é Almodóvar! E o marido milionário e obcecado pede pro filho gay não desgrudar e filmar todo o making of, coisa que faz insistentemente em tempo integral. Daí surgem diversos acontecimentos para a saga. O tempo passa e o milionário morre, outro ponto essencial para a história. Com a morte do milionário, o filho gay reaparece, agora com uma apelido na tentativa de não ser reconhecido. Procura o agora roteirista cego para encomendar o roteiro de um filme sobre o filho gay rejeitado por um milionário. Nem preciso falar que ele é reconhecido por todos. Bom, aí entra o jovem metido a Dj que sempre ajuda o cego. Totalmente perdido, querendo saber o porque, mas ninguém conta. Até que, Harry Cane decide contar.
É incrível como Almodóvar tem uma capacidade de criar histórias confusas que sempre tem um “vai e vem temporal”, um elemento que choca, porém é real – no caso de Abraços Partidos é a violência à mulher – e não podemos esquecer do viés irônico.
Uma das coisas interessantes do filme, além da divina estética “almodovariana”, conhecida pelas cores contrastantes tanto no cenário como no figurino. Neste filme há um “Q” da linguagem noir, citações visuais a atrizes como Marilyn Monroe e Audrey Herpburn e citações, evidentes, ao filme “Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos”.
Vale muito ir assistir, mesmo que este filme não tenha nenhum prêmio da crítica (ainda). Afinal sabemos que Pedro Almodóvar é queridinho de todos! Mas este merecia, pelo menos, um prêmio pelo roteiro e montagem.
Besitos Soleil!
Momento I Wanna Be
PQP! Vai ser charmosa assim lá…queria ter 1/3 do charme da Penélope Cruz – momento inveja feminina…pelo menos o sangue hispânico eu tenho!rs
Quais são os critérios decisivos para a escolha do vencedor do prêmio Nobel da Paz? O mínimo seria algum feito em pró da pacificação, qualquer ação para a redução da miséria, certo? Não sei responder. Porquê?
Ontem o presidente dos EUA, Barack Obama, recebeu o prêmio Nobel da Paz. A pergunta que muitos fizeram foi: Que ação pacificadora ele teve? A resposta ninguém sabe. Até alguns meses atrás o único que Obama fez, foi assumir o cargo de presidência de uma potencia mundial com uma economia historicamente bélica. Sim, bélica, afinal para a terra do “Tio Sam” estimular guerras é fazer a indústria bélica do país produzir mais, consequentemente crescer. Bom, Obama, além de assumir, deu esperança ao povo de seu país como, também, fez promessas visando a paz, fim de conflitos, etc.
Nenhum feito real em pró a Paz mundial.
Agora a parte irônica do Nobel da Paz. Na mesma semana, dia, momento, enfim, que Obama recebia o prêmio pelo potencial de pacificador que ele representa. O mundo era informado que 30 mil soldados da terra do “Tio Sam” vão para o Afeganistão. E escutamos do Nobel da Paz de 2009 as seguintes palavras: “guerras necessárias”
Momento Van Filosofia
Cada vez me enojo mais com certas atitudes. Realmente o ser humano é frustrante, algumas vezes.